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ARTIGOS DA REVISTA AMBIENTE & SOCIEDADE (V. 19, N. 2) - HIDRELÉTRICAS NO BRASIL

DESTAQUES PARA ARTIGOS DO VOLUME 19, NÚMERO 2 DA REVISTA AMBIENTE & SOCIEDADE SOBRE O TEMA - HIDRELÉTRICAS

Fonte: Figura originalmente publicada em Wikipedia.

Autoria: LETURCQ, GUILLAUME 

Os impactos socioambientais das usinas hidrelétricas no Brasil têm sido investigados, em escalas locais e regionais, nos últimos anos. Nesse artigo, analisamos os impactos que o estabelecimento de uma usina hidrelétrica causa sobre as populações e seus espaços, tendo como marco comparativo as experiências ocorridas no Norte e no Sul do Brasil. Focalizaremos os aspectos relacionados à organização das famílias, às lutas sociais, às indenizações e à reinstalação das pessoas atingidas pela construção de uma barragem, assim como, avaliaremos as semelhanças entre as duas áreas, com destaque aos aspectos relacionados às migrações, mobilidade e paisagens. Para tanto, nos apoiamos em pesquisas desenvolvidas no rio Uruguai (Sul), baseada em entrevistas, questionários e estudos de fontes primárias e secundárias, desde 2007 até 2014, e também em uma pesquisa que está sendo realizada, atualmente, na região de Belo Monte (Norte), que também utiliza fontes primárias e secundárias, com períodos de pesquisa de campo.

Palavras-chave : Impactos socioterritoriais; Usinas hidrelétricas, Norte e Sul do Brasil.

Refrência deste artigo:

DIFERENÇAS E SIMILARIDADES DE IMPACTOS DAS HIDRELÉTRICAS ENTRE O SUL E O NORTE DO BRASIL. Ambient. soc. [online]. 2016, vol.19, n.2, pp.265-286. ISSN 1414-753X.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422ASOC0254R1V1922016.

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Autoria: PASE, HEMERSON LUIZ; ROCHA, HUMBERTO JOSÉ DASANTOS, EVERTON RODRIGO DOS  e  PATELLA, ANA PAULA DUPUY. 

A energia elétrica está na base do estilo de vida da sociedade contemporânea, cuja fonte principal no Brasil, é a hidrelétrica, que exige a construção de grandes obras de infraestrutura. Estes projetos impulsionam processos sociais e políticos contraditórios. Nestes processos, vislumbramos o conflito entre as Sociedades de Propósitos Específicos (SPE), proponentes das hidrelétricas, e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), representante de partes das populações locais deslocadas compulsoriamente em decorrência dessas obras. Tendo como locus a bacia do Uruguai, no sul do Brasil, este artigo discute o conflito através de uma "malha de análise" composta por hidrelétricas e reassentamentos. Desse modo, procuramos compreender a frequência e as motivações dos atingidos para participarem politicamente de mobilizações contra hidrelétricas posteriores ao seu remanejamento. Para tanto, utilizamos uma metodologia que articula instrumentos qualitativos e quantitativos baseados em pesquisa empírica. O estudo nos permite compreender que o principal motivador para a participação dos atingidos em mobilizações posteriores ao seu reassentamento é a solidariedade humana.

Palavras-chave : Conflito Social; Hidrelétrica; Movimento dos Atingidos por Barragens; Reassentamentos; Sociedade de Propósito Específico.

Refrência deste artigo:

O CONFLITO SOCIOPOLÍTICO EM EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS. Ambient. soc. [online]. 2016, vol.19, n.2, pp.45-66. ISSN 1414-753X.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422ASOC135480V1922016.

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Autoria: FUCHS, VANESSA BOANADA. 

A governança de recursos naturais está intimamente ligada com a governança de pessoas. No entanto, na prática da implementação de projetos como barragens, aspectos técnicos são priorizados como mais urgentes em detrimento das questões sociais. O uso da água para a geração de eletricidade no Brasil é um caso de excelência que exemplifica como a desconsideração das salvaguardas socioambientais e da participação social leva invariavelmente a conflitos. Estes atrasam os trabalhos de infraestrutura que são considerados essenciais para o equilíbrio do sistema elétrico nacional, como ocorreu em Belo Monte. Recentemente, manifestações sociais se tornaram o bode expiatório para justificar crises no sistema. Este artigo visa a discutir o conceito de "crise" desde uma análise histórica das políticas públicas do setor. O artigo conclui que a presente desconsideração dos procedimentos sócio-ambientais é uma doença auto-infligida que contribui para um estado de permanente conflitividade na expansão do setor elétrico brasileiro.

Palavras-chave : Setor Elétrico; barragens; crise; governança democrática da água.

Refrência deste artigo:

BLAMING THE WEATHER, BLAMING THE PEOPLE: SOCIO-ENVIRONMENTAL GOVERNANCE AND A CRISIS ATTITUDE IN THE BRAZILIAN ELECTRICITY SECTOR. Ambient. soc.[online]. 2016, vol.19, n.2, pp.221-246. ISSN 1414-753X.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422ASOC0260R1V1922016.

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Autoria: FAINGUELERNT, MAÍRA BORGES. 

O presente artigo tem como objetivo principal apresentar a trajetória histórica de Belo Monte no rio Xingu no Pará. Terceira maior do mundo e uma das obras mais importantes do Programa de Aceleração do Crescimento no Brasil está inserida em contexto mais amplo, onde se põe em causa o modelo de desenvolvimento e suas repercussões no planejamento energético na região amazônica. O aproveitamento energético da bacia do rio Xingu foi proposto ainda durante a ditadura militar no Brasil e, mesmo após quarenta anos, ainda é emblemático por continuar repleto de controvérsias no seu percurso. A premissa inicial da pesquisa estabelece que o subdimensionamento de impactos sociais e ambientais do empreendimento em questão acompanhou toda a trajetória do projeto e o presente estudo de caso apresenta importantes lições para um aperfeiçoamento desse instrumento da política ambiental brasileira.

Palavras-chave : Usinas Hidrelétricas; Amazônia; Licenciamento ambiental.

Refrência deste artigo:

A TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE. Ambient. soc. [online]. 2016, vol.19, n.2, pp.245-264. ISSN 1414-753X.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422ASOC0259R1V1922016.

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Autoria: GRISOTTI, MÁRCIA. 

Avaliação de impactos e riscos à saúde é possível a partir de estudos sobre as condições de saúde (e do ambiente) anteriores e posteriores à instalação de barragens. Essa condição possibilita a construção de relações de causalidade em escala temporal e a transformação de dados e informações em conhecimento científico e políticas públicas. Nesse artigo, analisa-se os problemas relativos à atribuição de causalidade na emergência (ou redução) de doenças ou lesões, tendo como exemplos a relação entre migração e doenças de trabalhadores (trazidas ou adquiridas), os casos de sífilis em gestantes, mortes devido à violência (do tipo homicídio) e aos acidentes de trânsito, no contexto da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Apontam-se os desafios para a construção de uma complexa rede de relações causais que incorpore as causas biofisiológicas, com outras causas derivadas das ações humanas e das decisões (ou omissões) políticas nesse contexto específico.

Palavras-chave : Hidrelétricas; Saúde; Doenças; Impactos socioambientais; Belo Monte.

Refrência deste artigo:

A CONSTRUÇÃO DE RELAÇÕES DE CAUSALIDADE EM SAÚDE NO CONTEXTO DA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE. Ambient. soc. [online]. 2016, vol.19, n.2, pp.287-304. ISSN 1414-753X.  http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422ASOC0252V1922016.

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Artigos publicados em Ambiente & Sociedade, acesse o Volume 19 - numero 2 da revista, na íntegra, aqui.