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Homenagem ao dia internacional da mulher – Lutas e vitórias no campo socioambiental

Neste segundo dia de homenagem ao dia internacional das mulheres, fizemos uma breve coletânea de materiais que discutem o papel da mulher na liderança de lutas na produção agrícola do país e do mundo. Para isso, apontamos uma matéria de Ángeles Fernández e um artigo de Emma Siliprandi.                                                                            

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Mulheres agricultoras no Brasil: sujeitos políticos na luta por soberania e segurança alimentar*

Emma Siliprandi 

Este trabalho analisa a organização das mulheres rurais no Brasil nos últimos trinta anos. Através de grupos organizados, campanhas, experiências comerciais e produtivas, se mobilizou em torno de vários movimentos, com a finalidade de tornar visível o ponto de vista das mulheres sobre o desenvolvimento rural, especialmente sobre a soberania alimentar e temas de segurança.


O estudo mostra como - através de suas praticas sociais e em disputa com outros grupos políticos estas mulheres têm obtidos a legitimidade de suas demandas relacionadas com o desenvolvimento sustentável e, consequentemente, vem se constituindo como novos atores políticos. Estas mulheres, a pesar de suas diferenças, têm construído identidades comuns, como campesinas e ativistas dos movimentos de mulheres, como resultado de sua participação nas ações políticas que colocam em questão as desigualdades de gênero no campo, assim como o modelo produtivo não sustentável.

O documento também aborda temas como os movimentos que se envolveram recentemente, o processo de dialogo iniciado com o governo federal com a finalidade de construir políticas públicas de gênero para as mulheres rurais e as questões que estão na agenda para reforças as alianças com outros movimentos (como os consumidores) con o objetivo de obter reconhecimento de seu projeto de modelo de agricultura e consumo sustentável.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Las mujeres, sin tierra, alimentan al mundo**

Ángeles Fernández

La soberanía alimentaria, el derecho de los pueblos a decidir el propio sistema de alimentación y producción, emerge desde el cuidado ancestral de las mujeres por las semillas. Sin acceso al crédito o a la titularidad de los terrenos, alimentan al 70 por ciento de la población del Sur, mientras las transnacionales luchan por controlar el negocio.

Para ker este texto na íntegra, clique aqui.

 

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* Texto publicado originalmente no documento Feminismo, gênero e igualdade (org. Marcela Lagarde e Amelia Valcárcel), em 2011.
** texto publicado originalmente na página Ecoportal em 23/01/2014.