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Homenagem ao dia internacional da mulher – Lutas e vitórias no campo socioambiental

Neste terceiro dia de homenagem ao dia internacional das mulheres, nossa coletânea de materiais buscou mostrar um pouco da luta feminina associada a questões acesso e direito a água. Para isso, apontamos os artigos de Lígia Albuquerque de Melo e do artigo de Rosineide de L. Meira Cordeiro, Sandra Maria Batista Silveira, Paola Morales e Vanete Almeida.

 

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A MULHER AGRICULTORA: RELAÇÃO ÍNTIMA COM A ÁGUA 

Lígia Albuquerque de Melo*

 

No território rural a mulher trabalhadora da agricultura mantém íntima relação com a natureza. No rol dos recursos naturais, a água é um dos principais recursos por ela utilizado. O manejo, a conservação e a gestão, representam práticas adotadas pela mulher agricultora que cotidianamente utiliza a água para realizar atividades produtivas, bem como para o abastecimento da unidade familiar: o consumo doméstico. O objetivo do presente estudo é o de analisar como se dá a relação da mulher agricultora e a água na Região Semi-Árida do Nordeste brasileiro, vulnerável ao fenômeno natural da seca. A incorporação de gênero pelos programas voltados para a solução da água na Região, também é abordado pelo estudo. As mulheres agricultoras da região, embora mantendo relação próxima e ampla com a água, em decorrência das diversas atividades que realizam, e sejam mais diretamente afetadas pelos danos causados á água, sempre estão à margem das decisões políticas, bem como dos processos tecnológicos relacionados à água, na região.

Para ler o texto na íntegra, acesse aqui.

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MULHERES E ÁGUA: a experiência da rede de mulheres rurais da América Latina e do Caribe


Rosineide de L. Meira Cordeiro, Sandra Maria Batista Silveira, Paola Morales, Vanete Almeida**

 

Este artigo tem como objetivo analisar e, ao mesmo tempo, situar o debate sobre água protagonizado pelas mulheres participantes de movimentos sociais rurais na América Latina. Para isso, analisa a campanha “Água é vida e direito”, desenvolvida pela Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (Rede Lac), nos diversos países que a campanha abrangeu. As mulheres consideram que a água é um bem comum, bem de direito e de domínio público, sendo elemento essencial à vida. Desse modo, sua proteção e seu bom uso é responsabilidade de todas as pessoas. Entretanto, elas reconhecem que nem todos têm a mesma responsabilidade pela escassez e contaminação da água. O modelo de crescimento orientado para a exportação, a grande agroindústria, os projetos de infraestrutura, a construção de represas e as empresas mineradoras têm provocado alto consumo de água e a contaminação das fontes e mananciais. As mulheres afirmam que é obrigação e responsabilidade do Estado garantir que todos e todas tenham acesso à água potável em quantidade e qualidade suficiente para a vida, para as necessidades básicas e para a produção.

Para ler o texto na íntegra, acesse aqui.

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*Doutora em Sociologia e pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco. Departamento de Pesquisas Sociais - Coordenação Geral de Estudos Ambientais e da Amazônia
** Artigo publicado na Revista ANTHROPOLÓGICAS.